Mas será?
E assim vamos vivendo, uma hora por vez...
Dia após dia, prestes a completar 6 anos, eu sou uma dor. Dor essa que ao mesmo tempo me incapacita, me faz também tentar.
Será que algum dia ainda passarei ilesa do pensamento de abandonar a vida? Será que algum dia tudo isso vai fazer sentido? Será que algum dia eu vou olhar pra o que estou vivendo nesses últimos anos e pensar "passou, sobrevivi" ou pensarei "mais uma merda que tu fez, mais uma bosta pra estragar ainda mais tua vida e mesmo assim você não vai conseguir abandonar nada, sua otária!".
Esse segundo é a canção que me coordena. Dia após dia.
Deitada aqui, olho pro teto e penso que tudo poderia ser diferente hoje.
Mas só estou colhendo o que tanto desejei, pedi.. hoje só peço pra isso tudo ter um fim, de um jeito ou de outro.
Professora
Rosangela Araujo
Linguagem Audiovisual e Internet
Madonna Nunes de Macedo
Comentários sobre o documentário “Alvorada”
O documentário nos
mostra a trajetória da banda marcial da Escola Cenecista da cidade de Orobó.
Uma história carregada de apoio comunitário, através de uma escola que
funcionava de forma filantrópica para que os alunos não precisassem mudar de
cidade para concluir seus estudos.
Alvorada é o dia em que a banda saí as ruas antes do nascer do sol para acordar
toda a cidade e seguir até as 6:00 da manhã fazendo os corações vibrarem com
suas músicas e história.
Remete a infância de muita gente, a tradição do interior onde todos
participavam, direta ou indiretamente. Seja por meio de doações de instrumentos,
ou de apoio local para ensaio, organização, participação na banda, ou só para
seguir pelas ruas da cidade.
Era composta por mais ou menos 50 pessoas, com diversos instrumentos e tocando
diversas marchas.
No documentário vemos muitos depoimentos de populares e ex-membros da banda, e
do colégio, muito emocionados em relembrar os tempos dourados da mesma. Onde
podemos ver com a mesclagem de cenas de vídeos caseiros antigos com as atuais
que a paixão pela Banda Cenecista existe, mas a adesão não é mais a mesma.
A divisão de cenas nos joga entre o passado e o presente, o que só aumenta a
carga emocional envolvendo os diversos depoimentos.
A tradição da Alvorada ainda aquece os corações dos ex-integrantes e dos que
viveram aquele tempo, mas conseguimos
ver na mesclagem de vídeos que a adesão não é mais a mesma, como dito em um dos
depoimentos; “Era a gente tocando na frente e o povo atrás”.
Simbolicamente o vídeo começa com um menino e seu instrumento e com o passar
dos minutos sentimos a presença daquele menino crescendo ali nas imagens, no
decorrer dos anos apresentados no mesmo. E ao final, o menino, hoje adulto
encerra com uma linda mensagem saudosista.