Tenho uma linda gata chamada Roxxana, e essa semana fui abordada por alguém da família de Anderson com o seguinte argumento "quer dizer então que você preferia a gata do que sua filha? você queria abortar sua filha?" e outros mais quando falei que não me separei dela enquanto gravida e nunca me separaria! Fiquei bastante triste e chocada com o que essa pessoa falou, não porque foi ESSA PESSOA quem disse, e sim porque a sociedade em si pensa da mesma forma, e se quer leem, estudam, buscar saber mais sobre o assunto. Minha família sempre criou gatos (e alguns cachorros antigamente, hoje em dia temos nossa princesa Hellen, minha cocker maravilhosa e velhinha) e sempre tivemos todos os cuidados BÁSICOS de uma boa higiene, coisa que deve-se existir em todo e qualquer período da vida de um ser vivo.
Reuni alguns artigos sobre o assunto, resumi bem, mas vale a pena ler, basta ter um pouquinho de paciência. E também pra esclarecer que Abortos Consecutivos NÃO SÃO PROVOCADOS POR TOXOPLASMOSE. Segue;
Toxoplasmose
no gato
O gato doméstico e outros felídeos são os únicos
hospedeiros definitivos da doença.
Após a ingestão de cistos contidos nos tecidos dos hospedeiros intermediários, principalmente pequenos mamíferos (ratos) e pássaros, ocorre uma fase assexuada (esquizogônia) que termina com a gametogênese, onde os microgametas fecundam os macrogametas (fase essa sexuada), denominada ciclo enteroepitelial. Nesta fase o gato elimina, para o ambiente, cerca de 100.000 oocistos por grama de fezes, entretanto, os oocistos devem esporular antes de se tornarem infectantes, e esse processo leva de 1 a 5 dias após a excreção. A esporulação ocorre no ambiente e é dependente da temperatura e umidade, os oocistos são excretados por apenas 1 ou 2 semanas, mas podem permanecer viáveis por até 2 anos.
Os gatos em geral, não voltam a excretar oocistos quando reinfectados, pois desenvolvem imunidade, devido à primeira infecção. Comprovou-se que essa imunidade pode durar por até 6 anos em cerca de 55% de gatos sob condições experimentais.
A fonte de infecção por contato direto com gatos excretando oocistos é pouco provável e, como os oocistos devem exporular para serem infectantes, o contato com fezes frescas não é capaz de causar infecção.
Os gatos, defecam e enterram suas fezes em terra fofa ou areia, as fezes são consistentes e podem permanecer no local por meses. A menos que o gato esteja doente, pouco ou nenhum resíduo fecal fica aderido à região peri-anal, e os gatos, em geral, não apresentam diarreia durante o período de excreção dos oocistos. Por causa de seus cuidadosos hábitos de limpeza, matéria fecal não é encontrada na pelagem de gatos clinicamente normais (portanto a possibilidade de transmissão para seres humanos pelo ato de tocar ou acariciar um gato é mínima ou inexistente).
Mordidas, arranhões são improváveis vias de transmissão pois os taquizoítos dificilmente estarão presentes na cavidade oral ou saliva de gatos com infecção ativa ou infecção crônica.
Após a ingestão de cistos contidos nos tecidos dos hospedeiros intermediários, principalmente pequenos mamíferos (ratos) e pássaros, ocorre uma fase assexuada (esquizogônia) que termina com a gametogênese, onde os microgametas fecundam os macrogametas (fase essa sexuada), denominada ciclo enteroepitelial. Nesta fase o gato elimina, para o ambiente, cerca de 100.000 oocistos por grama de fezes, entretanto, os oocistos devem esporular antes de se tornarem infectantes, e esse processo leva de 1 a 5 dias após a excreção. A esporulação ocorre no ambiente e é dependente da temperatura e umidade, os oocistos são excretados por apenas 1 ou 2 semanas, mas podem permanecer viáveis por até 2 anos.
Os gatos em geral, não voltam a excretar oocistos quando reinfectados, pois desenvolvem imunidade, devido à primeira infecção. Comprovou-se que essa imunidade pode durar por até 6 anos em cerca de 55% de gatos sob condições experimentais.
A fonte de infecção por contato direto com gatos excretando oocistos é pouco provável e, como os oocistos devem exporular para serem infectantes, o contato com fezes frescas não é capaz de causar infecção.
Os gatos, defecam e enterram suas fezes em terra fofa ou areia, as fezes são consistentes e podem permanecer no local por meses. A menos que o gato esteja doente, pouco ou nenhum resíduo fecal fica aderido à região peri-anal, e os gatos, em geral, não apresentam diarreia durante o período de excreção dos oocistos. Por causa de seus cuidadosos hábitos de limpeza, matéria fecal não é encontrada na pelagem de gatos clinicamente normais (portanto a possibilidade de transmissão para seres humanos pelo ato de tocar ou acariciar um gato é mínima ou inexistente).
Mordidas, arranhões são improváveis vias de transmissão pois os taquizoítos dificilmente estarão presentes na cavidade oral ou saliva de gatos com infecção ativa ou infecção crônica.
Outros
meios de transmissão;
* Ingestão de carne mal cozinhada ou crua; levar as
mãos à boca após manuseamento de carne pouco ou não cozinhada.
* Ingestão de água contaminada.
* Contaminação de alimentos através de
utensílios, tábuas de cozinha ou outros alimentos que tenham estado em contato
com carne crua.
* Raramente, por transplante de órgão infectado ou
por transfusão sanguínea.
A forma mais comum de contrair a doença é pela
ingestão de água e alimentos contaminados. A ingestão de carne crua ou mal
passada, por exemplo, é um grande risco tanto para o homem como para os animais
domésticos carnívoros, como os cães e os gatos. Erroneamente,
costuma-se atribuir aos gatos a culpa pela transmissão da toxoplasmose ao
homem. No entanto, sabe-se que é bem pouco provável que os animais domésticos
sejam os culpados, na maioria das vezes.
No caso do gato, o animal pode ter a doença desde o seu nascimento
(assim como o homem), mas, ao contrário de outras espécies, não irá manifestar
sinais clínicos. Ele só irá transmitir a doença caso tenha uma queda de
resistência. Nesse caso, irá eliminar o protozoários pelas fezes, oocistos
('ovos') que demoram de 1 a 5 dias no ambiente para serem infectantes, ou seja,
poderem infectar outros indivíduos. Assim, acariciar o gato e conviver com ele,
mantendo o mínimo de cuidados como lavar as mãos após limpar a caixa de areia e
não dormir com o animal na cama são medidas suficientes para evitar a transmissão.
Não há relatos de transmissão pela lambedura ou arranhadura do gato, o
toxoplasma é eliminado pelas fezes.
Não é todo o gato que tem a toxoplasmose, muito pelo contrário.
Assim, não é preciso olhar desconfiado para o seu bichano.
No caso de mulheres grávidas, não é necessário se desfazer do
animal da casa, temendo a doença. Basta tomar os cuidados descritos acima. O
maior cuidado deve ser com a ingestão de alimentos e água.
Assim, é muito fácil termos contato com o parasita causador da
toxoplasmose: consumo de água, frutas e legumes contaminados, alimentos mal
cozidos, principalmente carne bovina e aves. Mesmo com a grande exposição à
doença, apenas uma minoria desenvolve a toxoplasmose.
A pessoa ou animal contaminado pelo Toxoplasma, à exceção dos
gatos, que raramente têm sintomas, apresenta febre, gânglios aumentados, sinais
diversos, como órgãos aumentados e sinais neurológicos, como transtorno visual.
Mas como explicado, a maioria das pessoas não desenvolve a doença, criando
anticorpos contra ela.
Para
mais informações, basta ler esse artigo do CRMV PR; http://www.crmv-pr.org.br/index.php?p=imprensa/artigo_detalhes&id=34
Caso não
queira ler o artigo todo, segue um trecho importante;
“Mas se a prevalência de gatos
contaminados é relativamente mais baixa, por que temos tantas grávidas
positivas? Na verdade, embora o gato
elimine os oocistos (formas infectantes) por apenas 15 dias durante
uma única vez em sua vida,
quando primo-infectados com o Toxoplasma
gondii, estes oocistos liberados no ambiente podem permanecer no solo por
meses ou até anos em condições favoráveis de umidade, temperatura e incidência
solar, podendo contaminar as mais
variadas espécies animais.
Deste modo fica fácil observar que o provável gato transmissor da toxoplasmose a estas mulheres e população em geral, não é o gato delas, mas sim um gato que deve morar junto às granjas e plantações de hortaliças que elas consomem. E claro que este gato não as contaminou diretamente pelas fezes, mas sim indiretamente por contaminação dos animais de produção (suínos, ovinos, caprinos e coelhos) ou ainda por legumes, frutas, verduras, leite ou água contaminados. Não por acaso, vários estudos mostram que o fator de risco para a infecção de gestantes é o consumo de carne inadequadamente cozida, que contribui em 30% a 63% dos casos; outras como solo contaminado contribuem com 6% a 17%, e o risco de se adquirir toxoplasmose através do contato direto com gatos é extremamente improvável devido às características de eliminação do agente.
Deste modo fica fácil observar que o provável gato transmissor da toxoplasmose a estas mulheres e população em geral, não é o gato delas, mas sim um gato que deve morar junto às granjas e plantações de hortaliças que elas consomem. E claro que este gato não as contaminou diretamente pelas fezes, mas sim indiretamente por contaminação dos animais de produção (suínos, ovinos, caprinos e coelhos) ou ainda por legumes, frutas, verduras, leite ou água contaminados. Não por acaso, vários estudos mostram que o fator de risco para a infecção de gestantes é o consumo de carne inadequadamente cozida, que contribui em 30% a 63% dos casos; outras como solo contaminado contribuem com 6% a 17%, e o risco de se adquirir toxoplasmose através do contato direto com gatos é extremamente improvável devido às características de eliminação do agente.
A possibilidade de transmissão para seres
humanos pelo simples ato de tocar ou acariciar um gato, ou até mesmo através de
arranhões e mordidas, é considerada mínima ou inexistente. Ou seja, não se
previne toxoplasmose congênita eliminando o gato uma mulher grávida, mas sim
com cuidados higiênicos adequados na ingestão dos alimentos e com bons hábitos
de higiene pessoal.”
Enfim.
Por esses e outros motivos não vi razão para abandonar a minha gata, que sim, tem apreço por seus donos (ou seus “escravos”, afinal os gatos é que são “donos” dos humanos na concepção deles!). Se alguém abortou 3 vezes a Toxoplasmose não pode ser a causa nos 3 casos;
Por esses e outros motivos não vi razão para abandonar a minha gata, que sim, tem apreço por seus donos (ou seus “escravos”, afinal os gatos é que são “donos” dos humanos na concepção deles!). Se alguém abortou 3 vezes a Toxoplasmose não pode ser a causa nos 3 casos;
Drauzio – Qual é o procedimento
para investigar a causa de três abortamentos consecutivos numa mulher?
Mario Burlacchini – A primeira medida é inteirar-se da época em que ocorreu o
abortamento, que é considerado precoce até a 12ª semana de gravidez, e tardio
entre a 12ª e a 20ª semana. Se foi precoce, as principais causas são as
genéticas, as infecciosas ou as imunológicas. Já os mais tardios estão
relacionados com a dificuldade de expansão, de crescimento do útero, como as
malformações uterinas e a incompetência cervical, isto é, a incapacidade de
manter o colo do útero fechado para levar a gravidez a termo.
Nos abortamentos precoces, o casal passa por uma avaliação
genética para verificar se há casos de malformação e de problemas genéticos na
família e pode ser pedido o cariótipo do casal.
Drauzio – Quais são as causas
infecciosas de abortamento?
Mário Burlacchini – Embora algumas infecções sejam consideradas como causa de
abortamento habitual, é muito difícil uma paciente ter três abortos provocados
pela mesma infecção. Veja o que acontece com a toxoplasmose, por exemplo, uma infecção
que pode ser transmitida da mãe para o feto e que, na fase aguda, quando
acontece muito precocemente, leva ao abortamento. No entanto, se a mulher já
contraiu essa doença numa gravidez, provavelmente ela não se repetirá na
gestação seguinte.
Algumas infecções vaginais, como a clamídea e a vaginose
bacteriana, também podem ser causa de abortamento, mas tratadas de forma
adequada deixam de representar problema.
Cuidados
com a higiene é claro que deve existir a todo o momento, não somente durante a
gravidez. Então, por que eu teria que abandonar a minha gata que já estava
comigo a quase 4 anos? Além do mais, Anderson e eu (e toda minha família e
funcionários da loja – Roxxana atualmente só vive lá, trago ela aqui pra casa
de vez em quando, mas ela não gosta muito, acho que se sente presa, lá ela tem
bem mais liberdade pra ir e vir) temos bastante sorte, ela não faz cocô nem
xixi dentro de casa, nem dentro da loja. Como SEMPRE criamos gato em casa (desde
quando eu nem me lembro!), meu pai fez uma saída para o teto e ela desde
pequena aprendeu tal saída e sempre a usou para passear e fazer suas
necessidades.
Engravidarei novamente, se assim Deus permitir, e novamente não irei me separar da minha gata Roxxana, e de nenhum outro gato que eu venha a ter. Maysa conviveu harmoniosamente com ela enquanto estava na barriga e ainda existe uma conexão linda e segura entre elas. Infelizmente ainda não parei para fotografa-las juntas, porem é lindo ver um bebê de 7 meses ACARICIANDO um animal, aquele mesmo animal que ela ouvia miando pedindo comida enquanto ela ainda estava na barriga.
Enfim!
Engravidarei novamente, se assim Deus permitir, e novamente não irei me separar da minha gata Roxxana, e de nenhum outro gato que eu venha a ter. Maysa conviveu harmoniosamente com ela enquanto estava na barriga e ainda existe uma conexão linda e segura entre elas. Infelizmente ainda não parei para fotografa-las juntas, porem é lindo ver um bebê de 7 meses ACARICIANDO um animal, aquele mesmo animal que ela ouvia miando pedindo comida enquanto ela ainda estava na barriga.
Enfim!
E que você Maysa, aprenda que não se deve abandonar um amigo, seja ele qual for.



