sexta-feira, setembro 06, 2013

Quando extrapola

Eu cresci com uma educação muito diferente da educação das minhas amigas e amigos... 
Meus pais não são de muitos amigos, não cresci com eles saindo nos finais de semana, nem bebendo em bares, nem viajando finais de semana, se quer indo pra casa de ninguém!!!
Foi assim que eu cresci. Eles sempre sofreram muito, acordavam as 5:00 e dormiam 22:00, trabalhando fio a fio... Mas nunca fomos infelizes por isso, ou pelo estilo de vida um pouco anti-social... 
Saímos em família aos domingos, para andar de bicicleta na Imperatriz... Eu era amiga de uma "cheira-cola" e nunca tive preconceito com nada, nem ninguém... apesar do meu pai ser um falador e todos os dias eu pedi perdão a Deus por ele. 
Cresci com minhas amigas fazendo festas de aniversário e eu sem poder ir, porque meus pais diziam que eu não podia dormir na casa de ninguém. Na época eu ficava triste sim, não vou mentir. Comecei a ir pra a casa da vó de uma amiga já depois dos 15 anos, quando meus pais conheceram a vó, a mãe, as irmãs, o papagaio, periquito, tatu... enfim!!! dela. 
Pois bem, não sei como será isso com Maysa, acho que só o tempo dirá.
Porem, como cresci dessa forma, sei bem como meus pais são e sei o limite deles.

Eu ter me relacionado com alguém extremamente farrista, de uma família farrista (leia-se que é sociável e gostam de festas em família) é complicado. É complicado DEMAIS.
Ele e a família dele simplesmente não aceitam que meus pais são iguais a Maomé, não vão até a montanha!!! A montanha tem que vir a eles, e mesmo assim, eles se escondem. É deles, é de mim. Somos assim e não serão pessoas que conhecemos agora que vão mudar isso.

Tenho preguiça de socializar. Prefiro milhões de vezes ficar em casa dormindo, ou ter a família por perto do que ir pra uma festa, ir pra casa de alguém, ir pra um bar, ou sei lá o que.

To com uma dorzinha no coração por ser assim e ter arrumado alguém tão diferente, ai nós dois não conseguimos satisfazer o outro. Não quero afasta-lo da sua família, mas sem mim ele não quer ir e eu não vou obrigar a minha família a fazer algo que não gosta. 

To no muro. Sempre no muro. Não pulo pra um lado, nem pro outro... 
Não tenho com quem conversar sobre, porque nenhum dos lados aceita. 
E eu sigo no muro, segurando Maysa. 

Quando ela crescer, ela vai com ele, faz companhia... claro, se ela quiser. Todos temos direito de gostar ou não gostar de algo... Por enquanto, vou sempre deixar um dos lados triste... Seja em feriados ou não.

Sabe "nó na garganta"? É assim que estou agora.
Mas vamos em frente.

Vou me preparar pra o final de semana, arrumar a minha bolsa e a bolsa de Maysa. Tenho certeza que vamos nos divertir.