terça-feira, março 04, 2008

dancing...

Porque quando todas as luzes se apagam, basta fechar os olhos, um passo para lá, outro para cá, uma risada bem sentida e a música entrando em cada poro. Era Ana Clara, a Ana Turva, procurando tanto o amor e se matando aos pouquinhos, sufocada nele.
Abra os olhos, são seis da manhã e o resto eu te conto numa outra vida, quando nós dois formos gatos (e certamente seremos). E você não vai me dizer "E aí, conta...", vai encostar o nariz gelado e não haverão mais segredos.
A cotovelada na cabeça fazendo o mundo rodar inteiro, Meu Deus o que foi que eu bebi? Pára tudo, pede desculpas, lindo, a palavra está ao contrário ou eu só... E aquele olho ali me olhando, pra que? Os pés sangram Every you and every me, sangram Side, sangram os pés a dor que o coração não sangra, a voz rouca na hora do sossego (porque o sossego é que mata).
São precisos pés mesmo para minhas asas. Só não são precisos sonhos.